Grama
do vizinho
* Por Sayonara
Lino
Sempre me dei bem com as palavras,
aprecio a escrita, independente do que os críticos considerem válido. Respeito
o cânone literário, tudo certo. Mas o bom mesmo é ver que tem muita gente
bacana surgindo, com coragem de expressar o que pensa e sente.
Adoro beber nas mais variadas fontes,
não me prendo a coisa alguma, busco sempre algo novo. Muitos talentos ficam
perdidos, muitos escritores em potencial deixam rascunhos na gaveta por puro
receio da rejeição, da crítica negativa. Eu não me abalo. Nesse aspecto sou
muitíssimo resolvida. Não quero chocar nem agredir, apenas deixo acontecer.
Minha escrita é intuitiva, se eu elaborar demais, travo.
Algumas pessoas mandam e-mails quando
se identificam e já enviaram textos para que eu desse uma olhada, uma opinião.
Eu incentivo, se vejo que tem potencial digo para procurar alguém que publique,
ainda existe quem abra espaço quando percebe que o trabalho é sério. A internet
pode ser uma espécie de mãe acolhedora para isso.
Hoje a crônica é um agradecimento aos
editores dos portais para os quais colaboro e uma mensagem para que as pessoas
não se intimidem por parecer que X, Y e Z são maiores, melhores, premiados,
badalados.
Parabéns a todos, mas não quer dizer
que os não contemplados sejam invisíveis, que não possam ser admirados e expor
seu trabalho com dignidade. Chega de babar na grama do vizinho, vamos cuidar da
nossa que já está ficando alta, precisando de reparos.
* Jornalista, com especialização em Estudos Literários
pela Universidade Federal de Juiz de Fora e atualmente finaliza nova
especialização em Televisão, Cinema e Mídias Digitais, pela mesma instituição.
Diretora de Jornalismo e redatora da Revista Mista, que é distribuída
em Governador
Valadares , Ipatinga e Juiz de Fora, MG e colunista do portal www.ubaweb.com/revista.
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