terça-feira, 14 de agosto de 2018

Índice


Literário: Um blog que pensa


(Espaço dedicado ao Jornalismo Literário e à Literatura)


LINHA DO TEMPO: Doze anos, quatro meses e quinze dias de existência.


Leia nesta edição:


Editorial – Amor ao livro.

Coluna Á flor da peleEvelyne Furtado, poema, “Desilusões ao mar.

Coluna Do real ao surreal – Eduardo Oliveira Freire, crônica, “Eu, meus pelos brancos e o tempo...”.

Coluna Porta AbertaCaco Pontes, poema,Xadrez e a confissão de um peão”.

Coluna Porta Aberta – Clara Góes, poema,Meus cantos.

Coluna Porta Aberta – Clebion Miranda, artigo, “Idoso: Conselho Municipal está inativo”.


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PESCA EM ÁGUAS TURVAS

Prosseguindo em minha tentativa de “pesca em águas turvas”, tenho uma nova proposta a fazer às editoras. Diz-se que a internet dá visibilidade a escritores e facilita negócios. É isso o que venho tentando, há algum tempo, conferir. Tenho mais um livro, absolutamente inédito, a oferecer. Seu título é: “Dimensões infinitas”, que reúne 30 ensaios sobre temas dos mais variados e instigantes. Abordo, em linguagem acessível a todos, num estilo coloquial, assuntos tais como as dimensões do universo (tanto do macro quanto do microcosmo), o fenômeno da genialidade, a fragilidade dos atuais aparatos de justiça, o mito da caverna de Platão, a secular busca pelo lendário Eldorado, o surgimento das religiões, as tentativas de previsão do futuro e as indagações dos filósofos de todos os tempos sobre nossa origem, finalidade e destino, entre outros temas. É um livro não somente para ser lido, mas, sobretudo, para ser refletido. Meu desafio continua sendo o mesmo de quando iniciei esta tentativa de “pesca em águas turvas”. Ou seja, é o de motivar alguma editora a publicá-lo, sem que eu precise ir até ela e nem tenha que contar com algum padrinho, mas apenas pela internet, e sem que eu precise bancar a edição (já que não tenho recursos para tal). Insistirei nesta tentativa todos os dias, sem limite de tempo. Para fecharmos negócio, basta que a eventual editora interessada (e espero que alguma se interesse, pois o produto é de qualidade) entre em contato comigo no inbox do Facebook ou pelo e-mail pedrojbk@gmail.com. Quem se habilita?

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CITAÇÃO DO DIA:

Reconhecimento real 

Olha, eu não queria trabalhar 30 anos, me aposentar, e quando já estivesse acabado, ganhar uma pulseira banhada a prata vagabunda em reconhecimento ao meu trabalho.

(Jim Morrison).



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Obs.: Se você for amante de Literatura, gostar de escrever, estiver à procura de um espaço para mostrar seus textos e quiser participar deste espaço, encaminhe-nos suas produções (crônicas, poemas, contos, ensaios etc.). O endereço do editor do Literário é: pedrojbk@gmail.com. Twitter: @bondaczuk. As portas sempre estarão abertas para a sua participação.

Editorial - Amor ao livro


Amor ao livro


O livro – e não importa seu formato; se o atual, tão prático e funcional, ou se o antigo, escrito em papirus, em placas de barro cozido, em peles de carneiro etc.etc.etc. – é, sem dúvida, uma das maiores invenções do homem. Hoje, já o temos em versão eletrônica e podemos lê-lo quer na tela do computador, quer, o que é mais prático e funcional, em um reduzido tablete ou num smartphone. Evoluiu, pois, quanto à apresentação, sem perder, no entanto, seu caráter utilitário. A humanidade não pode prescindir de livros. Ao contrário, precisa mais, e mais, e mais deles.

É através deles que se torna possível transmitir, geração após geração, o que há de mais característico e distintivo no Homo Sapiens: sua inteligência. Conhecimentos colhidos através de estafantes e ingentes experiências deixam de se perder, registrados em suas páginas. Meditações, especulações, crônicas de acontecimentos, emoções e tudo o mais que caracteriza nossas vidas fica encerrada entre suas capas à disposição de quem se interesse em conhecê-las. Tudo isso e muito mais permanece como patrimônio da humanidade.

Estima-se que atualmente existam, em bibliotecas particulares, públicas e nas prateleiras de livrarias, pelo menos 20 exemplares diferentes por habitante do Planeta. Ou seja, há cerca de 140 bilhões de obras distintas, versando sobre todo e qualquer assunto que se possa imaginar. Há livros tratando desde a base teórica da ciência até a magia negra. Há desde os mais profundos e eruditos tratados de filosofia aos que registram meras receitas culinárias.

Romances, poemas, novelas, ensaios, contos, crônicas, biografias, a História dos povos, compêndios científicos e uma infinidade de assuntos estão, pelo menos potencialmente, à disposição dos mais de sete bilhões de habitantes do Planeta e dos outros tantos que vierem a nascer. E isso tudo redigido em cerca de 2.500 línguas e dialetos diferentes falados pelos homens. Pode-se dizer, sem nenhum receio de errar, que tudo o que alguém já pensou, sentiu ou fez, em qualquer tempo ou lugar, pode ser encontrado em algum livro.

Os temas a serem explorados, contudo, estão longe de se esgotar. Há uma infinidade de assuntos sendo, a cada instante – e que certamente ainda o serão em algum dia – tratados por alguém, em algum lugar. As mudanças constantes, políticas, econômicas, sociais, comportamentais e até geográficas, seguem sendo registradas e tendem a continuar a ser enquanto nossa espécie povoar a Terra.

Como não há limite para o conhecimento, por conseguinte, sempre haverá a necessidade que as novas descobertas e novas criações sejam igualmente registradas em livros, para que a transitoriedade humana não extinga o conhecimento que a espécie conquistou e reuniu e que precisa ser preservado para as gerações que vierem a suceder a atual.

Tanto por este caráter utilitário, portanto, quanto pelo companheirismo que este objeto tão simples, mas tão precioso, proporciona, ele desperta imenso amor nas pessoas que convivem com ele e têm a exata compreensão da sua importância. Em alguns casos, esse apego irresistível transforma-se em paixão. E esse sentimento é manifestado de formas as mais variadas. Por exemplo, conservando esse amigo silencioso e versátil sempre ao alcance da mão, na cabeceira da cama em nosso criado-mudo, na escrivaninha de trabalho, nas estantes da biblioteca, na mala de viagens, em nosso carro etc. Ou seja, em todos os lugares onde possa estar disponível para consulta e para leitura.

Há, entretanto, os que mantêm essa relação de amor ainda mais estreita e personalizada. Deixam em seus livros sua marca pessoal, a prova de sua estima, uma espécie de “anel matrimonial”, consubstanciando uma ligação “até que a morte os separe”. São os que personalizam seu acervo com os chamados “ex-libris”, selos de propriedade adotados quer por colecionadores particulares, quer por bibliotecas públicas. No primeiro caso, muitas dessas coleções, contendo raridades bibliográficas preservadas e muito bem conservadas, passam de pai para filho, não raro por quatro ou cinco gerações, e sempre com acréscimos no acervo.

Todavia, em certos casos, premidos pelas circunstâncias, esse elo de amor familiar pelos livros é desfeito abruptamente. Quando isso ocorre, volumes e mais volumes, de extrema raridade, não raro únicos, acabam sendo vendidos para sebos a preços irrisórios, aos quilos, como papéis velhos, para “desocupar lugar”, por herdeiros indiferentes e néscios, que não sabem identificar os tesouros que têm em mãos.

A revista semanal editada pelo jornal espanhol “El País”, em sua edição de 27 de abril de 1986 (que tenho em mãos) trouxe interessante reportagem sobre “ex-libris”. A certa altura, relata o caso de uma pessoa que adquiriu, em um sebo de Barcelona, preciosa coleção, de volumes raríssimos, que trazia, em uma das capas, essa marca de propriedade do antigo dono.

Raciocinemos. A biblioteca de determinada pessoa diz muito sobre sua personalidade a quem saiba interpretar esses “sinais”. Permite que se desvende, por exemplo, sua maneira de agir, o que pensava, quais eram suas aspirações individuais e sociais e outras tantas coisas. Afinal, foram os livros que leu que lhe fixaram na mente boa parte dos conceitos que a nortearam; foram eles que a ajudaram a corrigir determinadas deficiências de caráter e, provavelmente, foram eles, também, “estopins” de sua criatividade (literária ou não).

Ao se desfazer dessa biblioteca, que provavelmente herdou (dificilmente o proprietário original se desfaria dessas preciosidades por qualquer motivo), esse sujeito “tapado” de Barcelona, que colocou à venda “os sonhos e a sabedoria” que alimentaram a alma do seu ancestral, desrespeitou, profundamente sua memória. Desnudou, publicamente, o que o avô (ou o pai) pensou, sonhou, sentiu e quis. Eu me sentiria – caso de alguma forma pudesse prever que alguma coisa parecida ocorreria com minha biblioteca – profundamente decepcionado e ofendido. Quanto aos “ex-libris”... voltarei, oportunamente, a tratar do assunto.


Boa leitura!

O Editor.

Acompanhe o Editor pelo twitter: @bondaczuk

Desilusões ao mar - Evelyne Furtado


Desilusões ao mar

* Por Evelyne Furtado

Desilusões.,
travaram-me o peito,
turvaram-me o olhar.
Em meio ao asfalto,
mudei o caminho,
rumei à praia,
larguei-as ao mar.


* Poetisa, cronista e psicóloga de Natal/RN.

Eu, meus pelos brancos e o tempo... - Eduardo Oliveira Freire


Eu, meus pelos brancos e o tempo…


* Por Eduardo Oliveira Freire


Chegando aos 4.0, bebê…

Como já disse várias vezes, não tenho medo das rugas e dos cabelos brancos. Aceito os efeitos do tempo em meu corpo.


O que tenho medo é de envelhecer neste país de merda, que tem uma elite que só quer foder com o povo.

Por exemplo, políticos, os quais roubam e fazem verdadeiras dinastias; os financistas que lucram com a desgraça do povo, colocando juros abusivos nos cartões de crédito e juízes que aumentam seus salários e benefícios (como os políticos).

Aí tem gente que fala mal do bolsa família... Mas, e est
a elite que nos rouba por gerações e aumenta seus salários, enquanto o povo precisa lidar com perdas de seus direitos fundamentais?

Envelhecer neste país dá medo, ainda
mais sendo um idoso pobre. Pois, torna-se invisível ou desprezível como uma barata.


* Formado em Ciências Sociais pela Universidade Federal Fluminense. Pós-Graduação em Jornalismo Cultural na Estácio de Sá e é aspirante a escritor.




Xadrez ou confissão de um peão - Caco Pontes


Xadrez ou confissão de um peão



* Por Caco Pontes


Enquanto todos
tentam pegar o rei
eu
só quero
comer a rainha
 

* Poeta e artista performático.

Meus cantos - Clara Góes


Meus cantos



* Por Clara Góes



Meus cantos

entretecidos fiam-se no encanto de escuros improváveis.

Não há foco nem cena possíveis.
Cancrejo
Há uma zona de luz entre abismos acanhados em que me findo, latejando.
Aún: esteio de ventania.
Um corvo veio e bicou-me com tudo. Partiu.
No umbigo me ficou o negror furando o mundo em derredor.


Lambuzou minhas paredes de veneno e, doravante, quem bica morre.


Passou. O vento. O tempo. O depois.


O corvo?
Nem, nem.


* Poetisa, psicanalista e historiadora potiguar.
 
 


Idoso: Conselho Municipal está inativo - Clebion Miranda


Idoso: Conselho Municipal está inativo

* Por Clebion Miranda

Com o Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa inativo, Taubaté poderá perder o Selo Amigo do Idoso SP.

O programa foi instituído pelo governo estadual com o objetivo de estimular os municípios e entidades públicas e da sociedade civil a implantarem ações de referência, de acordo com as normativas de boas práticas voltadas às pessoas idosas.
Mas, para obter e manter esse selo, é necessário que a cidade cumpra metas como: implantar e manter ativo o Conselho Municipal do idoso; atualizar o cadastro de idosos no sistema CadÚnico, realizando constantes diagnósticos.
Dos 645 municípios paulistas, 634 assinaram o termo de adesão ao programa, se comprometendo a realizar as ações previstas. Destes, 234, entre eles Taubaté, tiveram o selo aprovado.
Recentemente, no entanto, o secretário estadual de Desenvolvimento Social, Floriano Pesaro, afirmou que qualquer município que esteja em desacordo com as regras poderá ser cortado do programa.
Em Taubaté, o então prefeito em exercício Paulo Miranda enviou à Câmara, em setembro de 2016, o projeto para criar o Conselho Municipal da Pessoa Idosa.
Passado mais de um ano, o projeto não foi votado. Agora, com o recesso parlamentar, isso só deve ocorrer depois do Carnaval. Enquanto isso, Taubaté corre o risco de ficar sem repasses relacionados a programas ligados ao tema.

* Clebion Eli Miranda tem 68 anos, é aposentado, ativista sindical e foi presidente do antigo Conselho Municipal do Idoso