Octaedro
* Por
Samuel C. da Costa
Naquela perdida noite outonal
Tem o inesperado
Um sacrossanto beijo teu
Banhado do mais puro negro luar
Vem junto
Com o derradeiro ato
Uma sombra obscura do longínquo
Passado teu
Que passa
E nunca passa
Então pego o disco de acetato
Ponho na eletrola
Que passa para tocar
Uma obscura balada de amor
Uma perdida écloga sintética
E eu sigo a te amar
De forma abstrata
Vulcânica e absoluta
*
Poeta de Itajaí/SC
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