domingo, 3 de junho de 2018

Metamorfose - Pedro J. Bondaczuk


Metamorfose

* Por Pedro J. Bondaczuk

Metamorfose
metafísica,
Metas
tornam-se setas
no coração
de Cronos.

Ariadne
tece manto
diáfano
da fidelidade.

Desafio
de Ulisses:
Aos elementos,
aos deuses.
Volta ao lar.

Vidas
metamorfoseadas
em mitos,
em lendas,
em ditos
e ritos:
superstições.
Ronda sinistra
do Tempo.

Na natureza
nada se perde,
nada se cria.
Metamorfose
metafísica.
Gesta
de gerações.

(Poema composto em Campinas, em 18 de julho de 2012)


* Jornalista, radialista e escritor. Trabalhou na Rádio Educadora de Campinas (atual Bandeirantes Campinas), em 1981 e 1982. Foi editor do Diário do Povo e do Correio Popular onde, entre outras funções, foi crítico de arte. Em equipe, ganhou o Prêmio Esso de 1997, no Correio Popular. Autor dos livros “Por uma nova utopia” (ensaios políticos) e “Quadros de Natal” (contos), além de “Lance Fatal” (contos), “Cronos & Narciso” (crônicas), “Antologia” – maio de 1991 a maio de 1996. Publicações da Academia Campinense de Letras nº 49 (edição comemorativa do 40º aniversário), página 74 e “Antologia” – maio de 1996 a maio de 2001. Publicações da Academia Campinense de Letras nº 53, página 54. Blog “O Escrevinhador” – http://pedrobondaczuk.blogspot.com. Twitter:@bondaczuk


Um comentário:

  1. Tece de dia e desmancha de noite. Assim o manto nunca ficará pronto.

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