Uma flor
* Por
Evelyne Furtado
É apenas uma flor o que agora posso lhe oferecer.
Atravessou intempéries a minha flor.
Haja vista esse tempo louco:
Ora vento excesso;
Ora sol em demasia.
Ora encolhe, ora amarela
A flor que é bela
Mas não amarela.
Nunca sei como amanhecerá
Pois veste rosa e veste lilás.
Veste azul, às vezes, e se chama nuvem, quando
assim.
Ela é verde quando é sorte que lhe quer oferecer.
No momento são rubras as faces da flor
Que na verdade quer ser branca
Pois branca é a cor da paz, que venho regando.
Esqueci-a por uns tempos
Tomei um susto ao ver suas folhas esmorecendo.
Voltei aos cuidados, pois não quero que morra
A minha flor, sem que cumpra seu destino de paz.
*
Poetisa e cronista de Natal/RN
Toda luta vale a pena para salvar uma flor.
ResponderExcluirToda luta vale a pena para salvar uma flor.
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