Aos
pés de Cruz e Sousa
* Por
Clarisse da Costa
São
páginas ainda em branco, nada amareladas pelo tempo. Mas são versos
antigos em traços e passos doídos. Capa versada com sua letra, cor
esverdeada e uma rachadura, marcas de quem abriu o livro. De quem foi
além da capa. Um luso poeta em sua agonia.
Um
negro marcado. Em seus traços celestes regiões distantes uma
quimera de almas profundas em fundo de tristeza e de agonia, sem a
dor da carne. Uma visão gerada no horror.
A
travessia nas celestes regiões distantes chega até a alma, onde se
encontra um fundo melancólico da esfera. Os muros são impostos,
fatos e traços marcados. A sombra dos supremos sofrimentos de Cruz
e Souza são flores negras no jardim dos negros, sem a cor da
expectativa ou vida.
Uma
sombra que acompanha sangrentas mortes, uma bala perdida que nem
perdida estava. Ou erros. Ou fatos, pessoas marcadas pra morrerem.
No jornal eram três pessoas e um negro.
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