Quase
* Por
Mário de Sá Carneiro
Um
pouco mais de sol – eu era brasa.
Um
pouco mais de azul – eu era além.
Para
atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se
ao menos eu permanecesse aquém...
Num
ímpeto difuso de quebranto,
tudo
encetei e nada possuí...
Hoje,
de mim, só resta o desencanto
Das
coisas que beijei, mas não vivi…
*
Poeta, contista e ficcionista português, um dos expoentes do
Modernismo em Portugal.
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