O passarinho que trina
* Por Silvério da Costa
“Trinados para o meu
passarinho”, de Urda Alice Klueger, a escritora mais popular e mais querida,
também, no nosso Estado, é o livro que acabo de ler. Trata-se de um conjunto de
crônicas que, às vezes, parecem contos, tendo como símbolo o mundo ornitológico,
principalmente aquela avezinha que conhecemos por passarinho. Aliás, ela faz,
por analogia, uma relação do seu universo com um certo “príncipe-passarinho
encantado” que construiu ninho no seu coração!...
“Trinados para o meu
passarinho” é um livro que retrata, de várias formas, o dia a dia de suas
andanças pelo mundo! As crônicas são o fio condutor, uma verdadeira sagração da
natureza, um mosaico orgástico feito de sonhos e recheado, oniricamente, de
verdades.
Embora a temática
“passarinho” seja o tema recorrente, o livro é cruzado por múltiplas abordagens
como o mar, o luar, os ipês, as flores, as bruxas, as fadas, e as bonecas,
entre outros, para chegar ao coração do seu passarinho. A sua literatura é a
reafirmação da vida e da esperança no futuro: é um universo de ressonâncias
cativantes que encantam o leitor, porque calçadas em pequenas histórias que têm
endereço certo e culminam no seu príncipe-passarinho encantado.
A autora tem sólidos
vínculos com as curiosidades da natureza. Em minhas deambulações pelas páginas
do livro, pude constatar que a literatura de Urda, amiga de longos anos, é uma
espécie de estado de espírito, ou seja, não há simulações naquilo que escreve
com um certo lirismo! As suas ferramentas estilísticas são os exemplos
inesgotáveis de simplicidade, despojamento e competência. É isso que faz a
autora ser benquista entre colegas e adeptos da leitura. Parabéns mais uma vez!
(Publicado
originalmente em 26 de maio de 2011, no jornal Sul Brasil de Chapecó/SC)
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