Ídolos modernos
* Por
Roberto Corrêa
Os ídolos modernos
abundam. Na televisão, no cinema, teatro, futebol, automobilismo e em todos os
esportes, tradicionais ou recém inventados, não faltam ícones para serem
admirados e exaltados. Em certas áreas, a multidão inculta chega à histeria e
até à divinização dos seus ídolos.
Essas manifestações
exageradas necessitam ser disciplinadas para não se transformarem em verdadeiro
culto de ídolos, recriminado pelo Criador desde os tempos do Velho Testamento.
Para tanto, ao menos, temos de nos socorrer da Bíblia, cuja leitura nos tempos
atuais é correntia, onde nos certificaremos dos inúmeros castigos, impostos
àqueles que cultuam ídolos de todos os gêneros e espécies.
Há avanço exagerado na
criação e exaltação de ídolos nos dias de hoje, evidentemente pelo declínio da
educação, tanto laica como religiosa. Não se pode negar o descuido do governo e
dos demais responsáveis (pais, professores) pela educação das crianças,
adolescentes e jovens.
Os professores se
queixam dos baixos salários (e com razão) e com isso denotam pouco interesse em
cuidar dos seus discípulos, pois se encontram preocupados com a própria
sobrevivência. Os pais, sofrendo o impacto da “nova” família que a moral laica
materialista tenta implantar (filhos oriundos de uniões diversas e casais em
segunda ou mais núpcias etc.) e o governo absorvido com as atividades
econômicas ou financeiras e políticas de toda a ordem. Abandonada, pois, à
própria sorte, a meninada se apega áquilo que vê. A tevê.
E essa perversa
educadora que só pensa em IBOPE e está pouco se lixando com a programação que
exibe (se é boa, decente, aconselhável, má, inconveniente, imoral, deseducativa
etc.), ensina tudo, inclusive como encontrar em computadores, vídeo games etc.
o restante de todos os prazeres que se possam desejar. Estamos conhecendo,
pois, onde se encontra a fábrica de ídolos.
Resta examinar se as
coisas devem continuar como estão, num crescente de fácil constatação ou se há
necessidade de disciplinar isso tudo em tentativas de realmente se trabalhar
para uma vida melhor. É também induvidoso que as condições gerais da vida
apresentam ambiente nebuloso, onde a violência desponta como fator de temor,
pois o ser humano, a qualquer e imprevisível momento, poderá ser vítima de
agressão fatal.
Os sabichões e espertalhões
se auto-consolam dizendo para si mesmos: “a violência não nos atingirá. Isso
não acontecerá comigo”. Neste ponto devemos nos perguntar: podemos fazer alguma
coisa para melhorar o mundo em que vivemos ou vamos ficar de braços cruzados
observando a barafunda que anda por aí?
Isso é que será
necessário e bom refletirmos. Vamos também como os romanos do tempo de Nero nos
contentar com “panis et circenses”? Não podemos deixar de considerar que a
nossa civilização se origina do Cristianismo, que prescreve aos seus seguidores
normas que jamais devem ser postergadas. Portanto, temos orientação a ser
seguida, se realmente desejamos implantar a paz e a felicidade na sociedade em
que vivemos.
* Roberto Corrêa é membro do Instituto dos Advogados de São Paulo, da Academia
Campineira de Letras e Artes, do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico,
de Campinas, além de diversos clubes cívicos e culturais, também de Campinas. Formou-se pela Faculdade
Paulista de Direito da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Fez
pós-graduação em Direito Civil pela USP e se aposentou como Procurador do
Estado. Dedica-se a escrever artigos ou crônicas sintéticas, bem ao gosto
dos leitores dos dias atuais. Católico tradicional, procura encaixar conceitos
da filosofia tomista que dignificam o homem, objetivando sua felicidade a
partir deste conturbado mundo. É autor de vários livros, entre eles
"Caminhos da Paz", "Direito Poético", "Vencendo
Obstáculos", "Subjugar a Violência”,Breve Catálogo de Cultura e
Curiosidades.
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