Que
nem eu
* Por
Núbia Araujo Nonato do Amaral
Disseram-me
solenemente: -É de raça! Pastor polonês legítimo!Três dias pra
se ambientar no quintal pois seria inadmissível
ficar dentro de casa. Ih...por causa disso eu escuto até hoje!
Bicha danada pra fazer merda! Passou por mim correndo e se engalfinhou no fio do ferro de passar! Ventou ela com meu ferro a quicar pela casa! Deus nos livre! Pra dar um banho na cidadã é um parto! Odeia água! Adorava ficar debaixo da cama até ficar entalada, a gorda!
Ficha criminal: alguns ratos (parabenizo), um pombo (indiferente), dois sabiás (morri de dó) e quase matou dois gatos (provavelmente suicidas).
Hoje em dia ela mais dorme do que atua, tá velhinha, tá enjoada e rosna pra qualquer coisa, mas sempre me rouba um sorriso quando me procura nem que seja por um petisco. É uma amiga, uma companheira, leal, fiel e chata que nem eu.
*
Poetisa, contista, cronista e colunista do Literário
Alguns bichinhos têm temperamento difícil, como nós, os humanos, com a diferença que, sendo cachorros são sempre os melhores amigos.
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