segunda-feira, 31 de outubro de 2011







Desenho de Ivan Maurício

Encosto

* Por Talis Andrade

Estranho poder
me toma o corpo
Tudo acontece
como se me
transformasse
em uma outra pessoa
Na carne que rasteja
na carne que lateja
o meu corpo age
como que possuído
por indefinida
invisível força
Estranho poder
me toma o corpo
doendo em mim
como um encosto
maligno e ruim
Dor ferida
camuflada
de vidas passadas
Errática
dor referida
atípica
que fustiga
Dor cansada
antiga
que nunca termina

(Livro “Selos do Apoicalipse”)

* Jornalista, poeta, professor de Jornalismo e Relações Públicas e bacharel em História. Trabalhou em vários dos grandes jornais do Nordeste, como a sucursal pernambucana do “Diário da Noite”, “Jornal do Comércio” (Recife), “Jornal da Semana” (Recife) e “A República” (Natal). Tem 11 livros publicados, entre os quais o recém-lançado “Cavalos da Miragem” (Editora Livro Rápido).

Um comentário:

  1. De olhos fechados imagino a luta
    contra essa intromissão.
    Abs

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