quarta-feira, 24 de maio de 2017

Do que fica


* Por Núbia Araujo Nonato do Amaral


Não me importo
com o que há de restar.
Vai-se o corpo,
fica o traço.
Desfaz-se o grito,
fica o embaraço.
Dilui-se a paixão,
fica o mormaço.
Desmancha-se
o poeta nos fluídos
que há de fazer brotar
um dia, nem que
seja erva daninha.


* Poetisa, contista, cronista e colunista do Literário


Um comentário:

  1. É o que penso diante de um túmulo, mas não com tamanha riqueza.

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