Do
que fica
* Por
Núbia Araujo Nonato do Amaral
Não
me importo
com
o que há de restar.
Vai-se o corpo,
Vai-se o corpo,
fica
o traço.
Desfaz-se o grito,
Desfaz-se o grito,
fica
o embaraço.
Dilui-se a paixão,
Dilui-se a paixão,
fica
o mormaço.
Desmancha-se
Desmancha-se
o
poeta nos fluídos
que
há de fazer brotar
um dia, nem que
um dia, nem que
seja
erva daninha.
*
Poetisa, contista, cronista e colunista do Literário
É o que penso diante de um túmulo, mas não com tamanha riqueza.
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