sexta-feira, 30 de julho de 2010




Meu iaiá, meu ioiô e as breguices...

* Por Silvana Alves

Outro dia eu estava na redação do Jornal, quando uma determinada rádio de São Paulo começou a tocar a música “Meu iaiá, meu ioiô”.
Eu e minha colega de trabalho começamos a rir e a imaginar o tal “meu iaiá, meu ioiô”. Eu, como sempre, não deixei a piada passar em branco.
- Gente, meu Iaiá meu ioiô. Que coisa mais brega, que horrível! Quando eu era criança essa música era febre, minha mãe adorava ouvi-la.
Minha colega riu.
- É bonitinha!
“Aff”, Pensei comigo. “Que declaração mais brega essa. É pedir para deixar de se apaixonar.
Com bom humor fui pesquisar o tal “meu iaiá, meu ioiô” e seu significado na internet. Nem fiquei surpresa por não encontrar nada de útil, apenas coisas pejorativas que não compensam reportar nesse espaço.
A tal música, que para quem ainda não conhece, fez sucesso estrondoso nos anos 90, na voz do Wando (que hoje eu nem imagino por onde anda) ainda faz com que eu tenha a mesma dúvida de quando eu a ouvi na infância. “O que o Wando quer dizer com ‘meu iaiá, meu ioiô’”?
Nem depois de adulta minha mãe soube responder pra mim... e eu ainda me pego pensando nessas breguices dos anos 90.
Para quem não conhece segue a letra da música.

Fogo e paixão

(Wando)


Você é luz, é raio estrela e luar,
Manhã de sol, meu iaiá, meu ioiô
Você é sim, e nunca meu não,
Quando tão louca, Me beija na boca
Me ama no chão.

Você é luz, é raio estrela e luar,
Manhã de sol, meu iaiá, meu ioiô
Você é sim, e nunca meu não,
Quando tão louca, Me beija na boca
Me ama no chão.

Me suja de carmim, me põe na boca o mel,
Louca de amor me chama de céu (oh oh oh)
E quando sai de mim, leva meu coração,
Você é fogo, eu sou paixão!

Você é luz, é raio estrela e luar,
Manhã de sol, meu iaiá, meu ioiô
Você é sim, e nunca meu não,
Quando tão louca, Me beija na boca
Me ama no chão

INSTRUMENTAL

Me suja de carmim, me põe na boca o mel,
Louca de amor me chama de céu (oh oh oh)
E quando sai de mim, leva meu coração,
Você é fogo, eu sou paixão!

Você é luz, é raio estrela e luar,
Manhã de sol, meu iaiá, meu ioiô
Você é sim, e nunca meu não,
Quando tão louca, Me beija na boca
Me ama no chão

Quando tão louca, Me beija na boca
Me ama no chão
Quando tão louca, Me beija na boca

* Jornalista formada pela FATEA (Faculdade Integrada Teresa D´Ávila). Duas palavras falam por mim: vida e poesia.

3 comentários:

  1. Iaiá era senhorinha e ioiô era o senhorinho, os patrões, os amos dos tempos das fazendas. Parece-me ser a corruptela de Sinhazinha e sinhozinho. Tem um livro de Machado de Assis que se chama Iaiá Garcia. Ou não é nada disso?

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  2. rsrs como eu imaginava.. não sabemos..rsrs

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  3. Na capoeira usa-se muito...

    Sinhá na corruptela vira iaiá
    Sinhô na corruptela vira ioiô

    Lembrar que os negros escravizados eram arrancados da África de diferentes tribos, juntados como animais nas senzalas, indiferentemente das etnias provenientes (isso era até bom para o senhor de engenho, pois dificultava a comunicação entre eles) e NÃO sabiam falar o portugês (ou tupi, como é o caso desse nosso Brasil colonial, vide Darcy Ribeiro)... daí muito fácil e cômodo tratar o nome formal do senhor por uma corruptela, forma também de subversão implícita, característica do negro escravizado nas diversas colônias onde existiu....

    Axé!

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