O mito da imparcialidade
* Por Vitor Orlando Gagliardo

"O
jornalista precisa ser imparcial!" A teoria dita, o clichê copia e qual a
reação da sociedade? Ela entende, aceita, é enganada ou não se manifesta? Outro
questionamento: por que o jornalista precisa ser imparcial?
Começarei
pelo último questionamento. Acredito que a resposta precisa ser
contextualizada. Sendo assim, acredito que o jornalista precisa ser imparcial.
Só que não acredito em imparcialidade nos dias atuais, sobretudo nos grandes
veículos de comunicação? Alguém se arrisca em apontar a revista Veja ou
a Carta Capital, por exemplo, como imparciais? Pelo contrário, elas
adotaram suas posições político-ideológicas, sendo a primeira de direita e a
segunda de esquerda. Mas, no fundo, perguntem aos editores dessas duas
publicações e eles jamais assumirão as posições de suas revistas.
O
que questiono é o motivo pelo qual os editores não admitem suas posições. Por
que um veículo é imparcial? Para levar a informação da forma mais verdadeira e
honesta para seu leitor, telespectador, ouvinte ou internauta. Porém, se ele
esconder sua parcialidade não estará transmitindo uma notícia com interesses
escusos escondidos? Não seria, então, mais honesto com seus públicos e com a
sociedade que seu editorial fosse revelado? Seria uma forma, inclusive
democrática, de interagir com seu público. Acredito que a maior parte dos
públicos saiba que o veículo esteja sendo parcial. Mas creio que muitos não
saibam e estejam sendo enganados. Assim, acredito que o mais correto seja que
os veículos assumam sua postura: se for imparcial, que a mantenham; se for
parcial, que a identifiquem.
·
* Jornalista
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