Filme
chamado Brasil
*Por
José Calvino
Sabendo
que existem pessoas que gostam de ler, faço cá as minhas escritas
com observações sobre o comportamento do nosso povo. Perante a lei,
ao menos, todos nós somos iguais, mas será? Não acredito que no
nosso Brasil se tenha uma educação básica que nos prepare para
vivermos felizes da vida. Observo sempre que a maioria dos que nascem
neste país não tem preparo para viver dignamente, e não tem sequer
o primário. Continuo dizendo que a culpa é do governo. Por que, do
contrário, será que os meninos e meninas têm culpa? Claro que não.
Pergunto
a mim mesmo até quando assistiremos a esse filme chamado Brasil?
Será que tenho esta percepção mais extraordinária do que a
maioria da população? Penso que não devo deixar de escrever
denunciando as injustiças sociais e responsabilizar os governos
federal, estadual e municipal. Com esses embaraços não venham me
dizer que não foram eles que ensinaram o povo a mania de freqüentar
as igrejas com confissões, esmolas pelo amor de Deus, com orações
dirigidas a Deus ou a um santo, pedindo ajuda ou auxílio para as
pessoas necessitadas, embora até hoje isso não tenha adiantado
nada. Os políticos, por sua vez, nunca mostraram interesse para
sanar, por exemplo, o sofrimento dos sertanejos e o que eu vejo é
muita politicagem para tirar proveito da situação critica em que
encontram esses povos. Digo o mesmo com relação à importância que
se aprendeu a dar ao futebol. A Copa do Mundo vem aí, mas será que
o povo não ficará eufórico demais ao ponto de esquecer do mundo?
Quem não se lembra quando os militares estavam no poder nos anos 70
e ganhamos a Copa do Mundo e eles pintaram o sete sem que o povo, em
festa, nada percebesse?
Enfim,
termino esta crônica com a poesia intitulada “Filme chamado
Brasil”:
Estamos assistindo esse filme
Chamado
Brasil!
Todos
nós sempre temos dito:
“Esse
filme já passou”
Já
dizia Machado de Assis:
“A
hipocrisia é a solda que une a sociedade”.
Quem
nos ensinou viver assim?
No
despertar de um novo horizonte…
Qual
de nós sentirá recordação?
Será
difícil reverter esse quadro!!!
Como
diz Chico Buarque:
“De
que me vale ser filho da santa?
Melhor
seria ser da outra”.
Fora
à mediocridade
Viva
o Brasil!
Nota
– “Filme chamado Brasil”, extraído do livro:“Miscelânea
Recife II”, p.33- ed. esgotada.
*Escritor
pernambucano.
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