A
vidraça
* Por Talis
Andrade
Predestinado
à morte este pássaro
no
telhado
Pássaro
perdido de asas metálicas
rude
cantar
Desencantado
pássaro
condenado
a se cortar
na
janela de vidro
a
janela fechada
do
teu quarto
(Do livro
“Romance do Emparedado”, Editora Livro Rápido – Olinda/PE).
* Jornalista, poeta, professor de Jornalismo e
Relações Públicas e bacharel em História. Trabalhou em vários dos grandes
jornais do Nordeste, como a sucursal pernambucana do “Diário da Noite”, “Jornal
do Comércio” (Recife), “Jornal da Semana” (Recife) e “A República” (Natal). Tem
11 livros publicados, entre os quais o recém-lançado “Cavalos da Miragem”
(Editora Livro Rápido).
Um pássaro que não é real nem vivo não pode morrer, mas aos poetas, tudo pode.
ResponderExcluir