terça-feira, 7 de junho de 2016

Dona Flor e seus dois maridos


*Por José Calvino


O 15 de outubro é dia consagrado à Santa Tereza d’Ávila e quando também se comemora o Dia do Professor, data esta em que se homenageia os(as) responsáveis pelo desenvolvimento da educação e do conhecimento no País.

Bem longe de querer plagiar “Dona Flor e Seus Dois Maridos” e fantasias juvenis à parte, lembro agora que a professora  Tereza (apelidada de Loura), querendo comemorar esta data leu o referido romance (ela adora os livros de Jorge Amado), deliciando-se com seu humor forte. Na ocasião, comentamos sobre o personagem apelidado de Vadinho, um mulherengo igual a um nosso conhecido. A professora Loura é casada com Jorge Amado (homenagem ao saudoso escritor), motivo pelo qual gosta tanto de ler os romances que têm o nome de seu marido. Lendo o escritor baiano os leitores irão sentir o calor da Bahia e de nossa gente, simplesmente porque é apaixonante andar por Salvador e também no Recife a “Veneza brasileira”. E, para homenagear o dia de hoje, busco aqui produzir nos leitores as sensações da obra, nas figuras de Amado e Loura, que possuem um carro branco, infalível dos dias de verão! Nunca me esquecerei de relembrar os bons momentos que vivi com ambos, prestativos, delicados e educados. Eles se sentem de bem com a vida e, mutuamente, se amam, e atenciosamente ouvem minhas sugestões de amigo respaldados por outras suas amigas com as quais, mais das vezes, passeamos pelo Recife Antigo, praias e Morros da capital pernambucana.
- Oh!... Meu amigo é simples, sem orgulho! – disse Loura
- Ele gosta demais dos Morros... – disse uma das amigas

Encontrei-me com Loura e Amado no “Cantinho do Carlinhos”, no interior, e me lembro bem de que só havia três mesas inteiramente ocupadas. Ouvia-se Sérgio Bittencourt, na voz de Nelson Gonçalves:

“NAQUELA MESA ELE SENTAVA SEMPRE
E ME DIZIA SEMPRE O QUE É VIVER MELHOR
NAQUELA MESA ELE CONTAVA HISTÓRIAS
QUE HOJE NA MEMÓRIA EU GUARDO E SEI DE COR


NAQUELA MESA ELE JUNTAVA A GENTE
E CONTAVA CONTENTE O QUE FEZ DE MANHÃ
E NOS SEUS OLHOS ERA TANTO BRILHO...”

Então, me vieram tantas lembranças dos amigos e amigas de outrora! Por que hei de fingir que não me lembro? E nunca mais cheguei sequer a saber como vão os seus amores. Passo bons momentos ouvindo músicas do meu tempo...

Finalizo, festejando esta data com meus amigos e amigas professores e professoras

*Escritor, poeta e teatrólogo pernambucano.Vejam e sigam Fiteiro Cultural: Um blog cheio de observações e reminiscências – http://josecalvino.blogspot.com

Um comentário:

  1. Saudades de José Wilker no papel de Vadinho. Tão bom recordar.

    ResponderExcluir