Mistério e fé
* Por Roberto Corrêa
Para complementar o artigo anterior em que terminamos dizendo algo sobre
mistérios, julgamos conveniente prosseguir, embora de maneira sucinta, como
sempre fazemos. O melhor esclarecimento sobre o que sejam mistérios, o encontramos
no antigo II Catecismo, passo inicial da instrução religiosa dos antigos
cristãos católicos (dos septuagenários para cima).
Reza o livreto: “que são os mistérios? Os mistérios são verdades
superiores à nossa razão, as quais devemos crer, ainda que não as possamos
compreender. Por que devemos crer os mistérios? Devemos crer os
mistérios, porque foram revelados por Deus, que sendo Verdade e Sabedoria
infinita, não nos pode enganar nem ser enganado.
Serão os mistérios contra a razão? Os mistérios são superiores, mas não contrários à razão que nos
persuade a admitir os mistérios. Porque os mistérios não podem ser
contrários à razão? Os mistérios não podem ser contrários à razão, porque o
mesmo Deus, que nos deu a luz da razão, nos revelou os mistérios, e Ele não
pode se contradizer.
Onde se encontram as verdades reveladas por Deu? As verdades reveladas por Deus se encontram na
Sagrada Escritura e na Tradição.”
Precisávamos nos encontros religiosos nos dedicarmos mais ao estudo
didático da religião cristã porque os ensinamentos não são difíceis, mas
relativamente complexos e muitos, por exemplo, entendem que mistério é
sacramento.
A criação, a encarnação, a redenção, são mistérios, mas não sacramentos
Os sacramentos da Igreja são sete, quase todos comportando místicas
explicações, mas a Eucaristia pode ser considerado o Mais fantástico dos
mistérios. De qualquer forma, porém, como precisamos aprofundar e intensificar
a fé é útil revolvermos fatos ou acontecimentos tidos como misteriosos,
exemplificando-se com a escolha da vocação, a proteção pessoal e familial e até
a predestinação.
O nosso cotidiano necessita ser preenchido com atividades honestas
saudáveis na correta aceitação das normas ínsitas no coração do homem,
codificados em sua consciência pelo indelével direito natural. Essa, aliás, a
luta de todo cidadão de bem que espera desfrutar da vida aqui no planeta Terra
com toda tranquilidade e na expectativa de que a vida futura será de eterna
felicidade.
* Roberto Corrêa é sócio do Instituto dos Advogados de São Paulo, da
Academia Campineira de Letras e Artes, do Instituto Histórico, Geográfico e
Genealógico, de Campinas, e de clubes cívicos e culturais, também de Campinas.
Formou-se pela Faculdade Paulista de Direito da Pontifícia Universidade Católica
de São Paulo. Fez pós-graduação em Direito Civil pela USP e se aposentou como
Procurador do Estado. É autor de alguns livros, entre eles "Caminhos da
Paz", "Direito Poético", "Vencendo Obstáculos",
"Subjugar a Violência”, Breve Catálogo de Cultura e Curiosidades, O Homem
Só.
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