Mascarados
*Por José Calvino
Passeata dos
mascarados;
Eram ladrões?
Foram
revistados;
Eram cristãos?
-
Manifestantes.
Transgrediram
leis;
Mas eram
vândalos?
Se sentiram
carnavalescos;
Fizeram
escândalos?
- Se viram sem
bloco.
Fizeram
desordens;
Eram da polícia?
Não fizeram
alegria;
Foram com
malícia?
- Não tinham
flores.
Divulgaram
fúrias;
Manifestaram
morrer de amor?
Receberam
injúrias;
Mas tinham
amor?
- Sim, à
Pátria.
Recife,
setembro 2013.
*Escritor, poeta e teatrólogo. Blog Fiteiro Cultural
– HTTP://josecalvino.blogspot.com/
Acredito que quem quebra não tenha amor, apenas desamor.Talvez ódio a alguma coisa que nem sabem exatamente qual é. Quem é bom é você, José Calvino, que acha poesia até em gestos extremados como foi o quebra-quebra de sete de setembro. Muitos protestadores pacíficos não compareceram com receio das ações dos vândalos e da polícia, que não estava lançando flores em ninguém também, mas cumpria com seu dever.
ResponderExcluirOs princípios democráticos em qualquer nação livre baseiam-se no senso de justiça de todas as instituições de governo, entre as quais deve existir o respeito mútuo. Quando publiquei o meu terceiro livro “ O Cristo Mulato”(1982) ele não agradou, é claro, nem ao governo militar, nem à igreja. Nele, eu mencionava: “(...) Se o povo soubesse a força que tem, ah! Só bastaria a metade daquele povo que acompanha o Clube Carnavalesco ‘O Galo da Madrugada’, que sai do Recife nos carnavais arrebanhando uma multidão incalculável, para se rebelar contra este desgoverno...”
ResponderExcluir