Fantasmas
* Por
Pedro J. Bondaczuk
Batem...Levanto
e abro a porta...
E
eles entram...um, dois, mil...
Parecem
u'a folha morta
dos
dias findos de abril...
Puxo
a cadeira, se assentam,
dou-lhes
cigarros, café,
acendo
o fogo, se aquentam,
lêem
meus livros até...
Ficam
comigo acordados,
contam-me
fatos gozados,
narram
histórias sem fim...
Meus
fantasmas são assim:
lembram-me
dias passados,
dão
saudades... vão-se, enfim...
(Soneto composto em Campinas,
em 23 de abril de 1966 e publicado na "Gazeta do Rio Pardo",
em 12 de novembro de 1967 e no "Jornal do ACP", de
Paulínia, em 8 de março de 1969).
*
Jornalista, radialista e escritor. Trabalhou na Rádio Educadora de
Campinas (atual Bandeirantes Campinas), em 1981 e 1982. Foi editor do
Diário do Povo e do Correio Popular onde, entre outras funções,
foi crítico de arte. Em equipe, ganhou o Prêmio Esso de 1997, no
Correio Popular. Autor dos livros “Por uma nova utopia” (ensaios
políticos) e “Quadros de Natal” (contos), além de “Lance
Fatal” (contos), “Cronos & Narciso” (crônicas),
“Antologia” – maio de 1991 a maio de 1996. Publicações da
Academia Campinense de Letras nº 49 (edição comemorativa do 40º
aniversário), página 74 e “Antologia” – maio de 1996 a maio
de 2001. Publicações da Academia Campinense de Letras nº 53,
página 54. Blog “O Escrevinhador” –
http://pedrobondaczuk.blogspot.com. Twitter:@bondaczuk
Ainda não tinha visto nenhum poema seu tão cheio de reticências.
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