A
sinceridade
* Por
Gustavo do Carmo
Ser
sincero é correr o risco de ser condenado ao fracasso.
Ser
sincero virou motivo de piada. Tema de programa humorístico.
É
preciso pedir aos outros para falar com sinceridade. Mas quando você
pede, não gosta da verdade.
Tem
aqueles que falam com sinceridade sem você pedir. Sem sequer ter
pedido uma opinião. Mas, na verdade, estão é te julgando.
Seja
franco. Confesse todos os erros que você cometeu. Vai perder a
confiança de quem ouviu a sua confissão.
Se
sinceridade fosse uma qualidade, os pais nos ensinariam desde cedo.
Eles
ensinam a sermos honestos e não mentir. Não a ser sincero.
Por isso
reprovam quando você é sincero com uma tia gorda ou com um primo
feio.
Ser
sincero para a sociedade é ser infantil. Por isso que as crianças
são as pessoas mais sinceras que existem.
Não
exija sinceridade de um amigo. Muito menos uma satisfação dele. Vai
achar que você está cobrando. E ninguém gosta de ser cobrado.
Advogado
não pode ser sincero. Vendedor não pode ser sincero. Postulante de
emprego, muito menos.
Por
isso, a sinceridade não vende. Não vende porque não presta?
Deve ser
porque não serve.
Sinceridade
não vale a pena.
Por
isso, temos que ser falsos. Falsos como a sociedade.
A gente
finge que é sincero.
Para ser
sincero é preciso ser corajoso.
Não ter
medo de perder amigos, amores, empregos, oportunidades, negócios,
confiança, dignidade. Pois você se arrisca a tudo isso.
Ser
sincero é correr o risco de ser condenado ao fracasso.
*
Jornalista e publicitário de formação e escritor de coração.
Publicou o romance “Notícias que Marcam” pela Giz Editorial (de
São Paulo-SP) e a coletânea “Indecisos - Entre outros contos”.
Bookess
- http://www.bookess.com/read/4103-indecisos-entre-outros-contos/ e
PerSe
-http://www.perse.com.br/novoprojetoperse/WF2_BookDetails.aspx?filesFolder=N1383616386310
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