Que
não me faltem…
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Por Evelyne Furtado
Que
não me falte disposição para aprender, nem humildade para os erros
reconhecer. Mas que não me falte brio ao combater. Que não me falte
um feixe de luz em meio ao breu, nem âncora em meio à turbulência.
Que não me falte a razão, mas que também não me abandone a emoção. Que não me falte (meu Deus!), a capacidade de sonhar quando a realidade disser não.
Que não me falte abraço e colo, quando as minhas vontades forem ao chão. Que não me falte na tarde uma pausa entre o rio e o mar.
Que não me falte, por fim, fé, coragem e paciência para novos caminhos trilhar. Que não me falte, ainda , a ousadia de pecar por espontaneidade em linhas trôpegas e, muito provavelmente, piegas. Que não me falte, pois, doçura na verdade.
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Poetisa, cronista e psicóloga de Natal/RN
Verdade doce. Muito bom ler algo assim.
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