Fechado para balanço
* Por
Marcelo Sguassábia
1
Aquelas tantas
luzinhas que enxergamos ao apertar os olhos com força: foi nessa hora que te vi
dourada e escorregadia, pelo menos assim você me parecia deslizando pelo túnel
das córneas, sorrindo e vertendo mel. Estamos os dois a passos muito largos
para sabe Deus, em vias de virar xepa de estranha feira, tiozão e tiazinha
alçando o gozo das cinzas. O tempo parece que cisma de desnortear ponteiros.
Agora, só reencarnando.
2
Parem as máquinas que
eu quero o viço dos azuis multipiscinas, bolo-mármore perfumando meus quintais,
a ânsia de escalar painas - os anos verdes, enfim. Esconde-esconde de nada que
me subtraia esses dias: respondo em todas as instâncias pela vida em que me
meti. Dispenso os atenuantes por todo o errado que fiz, do que podia e não foi,
esses dilemas de antanho. Um zero de serventia. Não tiro meu corpo fora: zona
de conforto é puteiro com colchão d'água.
* Marcelo Sguassábia é redator
publicitário. Blogs: WWW.consoantesreticentes.blogspot.com
(Crônicas e Contos) e WWW.letraeme.blogspot.com
(portfólio).
Colchão d'água é coisa de CTI. Lamento não ter entendido muito.
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