Está
tudo bem quando eu sangro e os outros dormem
* Por
Paulo Melo Souza
Faço de mim meu próprio espetáculo
caminhando nu pela praça
mijando estátuas
com bigodes e paletós
gritando ao mundo a palavra orgasmo
quando a lua cínica me seduz
e me trai
pontualmente
mês após mês e até sempre e sempre
Então saio pela noite feito um lobisomem
bebendo a cântaros
oferecendo brindes à minha própria loucura
*
Poeta e jornalista maranhense, autor dos livros “Visagem” e “Oráculo de
Lúcifer”
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