sexta-feira, 2 de abril de 2010


Migração

* Por Yeda Prates Bernis

Chegas do poema de Prévert
impregnado de sortilégios.
Não te batizo
de canário ou pintassilgo:
pouco importa teu nome
se qualquer substantivo pesa sobre tua
leveza de pensamento puro,
estás acima de todas as palavras.
E te enfeitiço com manhãs de abril,
te ilumino em ouro e canto,
te celebro a inocência.
Viajo em teu enigma,
vislumbro o azul em teus andares,
te alimento com sementes de amplidão,
e te pouso, com cuidado,
na gaiola aberta
deste poema.

(Do livro Cantata -Antologia Poética -Edição da Autora, 2004)

*
Poetisa

3 comentários:

  1. Sua poesia é um belo
    presente.
    Linda Yeda.
    Parabéns

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  2. Bonito, chique e complexo. Pela embalagem e conteúdo, imagino como deve ser a pessoa que inspirou tudo isso.

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