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Pergunta
* Por Rabindranath Tagore
Deus, mais uma vez ao longo dos temposenviaste mensageiros
para este impiedoso mundo:
Eles disseram, “Perdoa a todos”, e disseram, “Ama o próximo –
liberta o seu coração do mal”.
Eles são venerados e lembrados,
embora nestes obscuros dias
os mandemos embora com insensíveis cumprimentos,
para fora de nossas casas.
E entretanto vejo dissimulados ódios
assassinando os desamparados sob a capa da noite;
e a justiça a chorar silenciosamente, furtivamente,
o abuso do poder,
sem esperança de redenção.
Vejo jovens a trabalhar freneticamente,
aflitos, batendo com a cabeça na pedra, inutilmente.
Hoje a minha voz calou-se;
não tenho música na minha flauta;
a negra noite sem lua
encarcerou o meu mundo, mergulhando-o num pesadelo.
e é por isso que, com lágrimas nos olhos, pergunto:
a esses que envenenaram o teu ar,
a esses que apagaram a tua luz,
será que lhes perdoaste? Será que os amas?
(“In Poesia”, tradução José Agostinho Baptista).
* Por Rabindranath Tagore
Deus, mais uma vez ao longo dos temposenviaste mensageiros
para este impiedoso mundo:
Eles disseram, “Perdoa a todos”, e disseram, “Ama o próximo –
liberta o seu coração do mal”.
Eles são venerados e lembrados,
embora nestes obscuros dias
os mandemos embora com insensíveis cumprimentos,
para fora de nossas casas.
E entretanto vejo dissimulados ódios
assassinando os desamparados sob a capa da noite;
e a justiça a chorar silenciosamente, furtivamente,
o abuso do poder,
sem esperança de redenção.
Vejo jovens a trabalhar freneticamente,
aflitos, batendo com a cabeça na pedra, inutilmente.
Hoje a minha voz calou-se;
não tenho música na minha flauta;
a negra noite sem lua
encarcerou o meu mundo, mergulhando-o num pesadelo.
e é por isso que, com lágrimas nos olhos, pergunto:
a esses que envenenaram o teu ar,
a esses que apagaram a tua luz,
será que lhes perdoaste? Será que os amas?
(“In Poesia”, tradução José Agostinho Baptista).
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