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As lembranças
* Por Sully Prudhomme
Das velhas impressões da infância a idéia grata
perdura-nos fiel, volvam embora os anos;
em vão do nosso abril as flores sofrem danos,
a imagem delas fica indelével, exata.
Ao contrário, ai de nós! – ninguém conserva intacta
a memória, apesar de esforços sobreumanos,
das novas emoções, efêmeros enganos,
cujo traço se apaga apenas se retrata.
Como esperto escansão que no banquete a taça
entretém sempre cheia, a cada vez que passa,
passa o tempo e nos enche a memória também.
A lembrança mais nova é a gota derradeira,
que ao choque mais sutil, transborda e cai; porém
no fundo permanece a primitiva – inteira.
(Tradução de Augusto de Lima).
* Por Sully Prudhomme
Das velhas impressões da infância a idéia grata
perdura-nos fiel, volvam embora os anos;
em vão do nosso abril as flores sofrem danos,
a imagem delas fica indelével, exata.
Ao contrário, ai de nós! – ninguém conserva intacta
a memória, apesar de esforços sobreumanos,
das novas emoções, efêmeros enganos,
cujo traço se apaga apenas se retrata.
Como esperto escansão que no banquete a taça
entretém sempre cheia, a cada vez que passa,
passa o tempo e nos enche a memória também.
A lembrança mais nova é a gota derradeira,
que ao choque mais sutil, transborda e cai; porém
no fundo permanece a primitiva – inteira.
(Tradução de Augusto de Lima).
E no fim, não é só o que nos
ResponderExcluirresta?
A memória cheia de lembranças e hiatos...