Noite-menina
* Por Márcio Juliboni
(Para
Pablo Uchoa)
Agora
que o último acorde
já
dorme no fundo do violão
e
as vozes amigas não borbulham com a cerveja,
os
poetas modernos saem às ruas
brindando
loucuras com versos de neon,
e
as estrelas maduras
guiam
uma noite-menina pela mão,
enquanto
o silêncio do apartamento
conversa
pausadamente com a solidão
daquele
que não se atreve
a
tocar a última canção,
porque
os acordes já dormem
no
fundo do violão.
*Jornalista, cobre Economia e
Negócios no portal Exame. Trabalhou no serviço de notícias online, “Panorama
Setorial”, do jornal Gazeta Mercantil, na Agência Estado e em várias revistas
segmentadas. Iniciou a carreira na grande imprensa em 2000.
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