Algo de estranho no ar
* Por Roberto Corrêa
A primeira impressão do “clima” neste atual
dezembro é que tudo vai transcorrendo na forma do costume, ou seja, tudo vai
ocorrendo como nos anos anteriores. Ledo engano, pois, aquelas manifestações de
junho (do aumento de dois reais das passagens dos ônibus) que exteriorizaram os
anarquistas e criaram os blacks blocs, apenas se ocultaram, por estratégia, e a
qualquer momento poderão reaparecer. Possivelmente isso ocorrerá no princípio
do ano quando surgirem a parafernália de impostos, taxas, contribuições etc.
Os administradores não captaram as mensagens
passadas com tais eventos, que num denominador comum se sintetizariam em
diminuição de impostos ou ao menos manutenção dos mesmos no patamar em que se
encontram .
Assim, a nós,
passivos cidadãos, sem voz e sem vez, só nos resta aguardar o final com o
otimismo de sempre, todavia, tendo a possibilidade de assinalar algumas
especulações a respeito. O articulista Vanderlei de Lima (CP de 11/12/13) nos
alerta que o projeto de lei (PNE, plano nacional de educação) é “forte pancada
nas famílias brasileiras responsáveis pelas novas gerações, pois introduz a
revolucionária, sorrateira e perigosa ideologia de gêneros” (unifica masculino
e feminino, que passam a ser simplesmente o ser humano).
A religião católica, predominante no país, no molde
das clássicas, antigas e verdadeiras interpretações ainda é a única fonte de
consolo, pois a atualidade adornada com possíveis modernizações parece repetir
erros passados deixando-nos perplexos e indecisos. Essa questão de maior
aproximação com os pobres, data vênia, constitui ponto inferior das Escrituras,
pois Jesus afirmou que “pobres sempre existirão” e a vida em abundância que nos
promete consiste em maior aproximação Dele. Com isso concluímos que aqui na
Terra Ele se encontrando na eucaristia que por sua vez é encontrada nas
Igrejas, o importante é todos se aproximarem mais das Igrejas e dialogarem com
Jesus que nelas se encontra.
Fazendo o bem ao próximo agradamos a Jesus, pois
constitui forma de amor material A Ele, que se encontra presente nos sacrários,
mas não se vê. Enfim religião é coisa complexa e o apocalipse deve estar pondo
suas manguinhas de fora...
Roberto Corrêa é sócio do Instituto dos Advogados de São Paulo,
da Academia Campineira de Letras e Artes, do Instituto Histórico, Geográfico e
Genealógico, de Campinas, e de clubes cívicos e culturais, também de Campinas.
Formou-se pela Faculdade Paulista de Direito da Pontifícia Universidade
Católica de São Paulo. Fez pós-graduação em Direito Civil pela USP e se
aposentou como Procurador do Estado. É autor de alguns livros, entre eles "Caminhos
da Paz", "Direito Poético", "Vencendo Obstáculos",
"Subjugar a Violência”, Breve Catálogo de Cultura e Curiosidades, O Homem
Só.
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