sábado, 5 de dezembro de 2009




Beleza e verdade

* Por Emily Dickinson

Morri pela beleza, mas apenas estava
acomodada em meu túmulo,
algum que morrera de verdade
era depositado no canteiro próximo.

Perguntou-me baixinho o que me matara:
--- A Beleza, respondi.
--- A mim, a Verdade – é a mesma coisa.
Somos irmãos.

E assim, como parentes que uma noite se encontram,
conversamos de jazigo a jazigo
até que o musgo alcançou os nossos lábios
e cobriu os nossos nomes.

(Tradução de Manuel Bandeira).

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