Vida longa
* Por
Núbia Araujo Nonato do Amaral
Já perdi as contas do
que escrevi. A inspiração aflora e não perco tempo com anotações.
Já perdi as contas de
quantas pessoas presenteei com textos ou poesias, embora possa contar nos dedos
quantos agradeceram.
Contudo, a poesia,
depois que se liberta do cárcere da memória, ganha asas e o seu destino escorre
por entre os dedos.
Continuarei agindo da
única forma que me cabe. Poesia não combina com egoísmo: é livre, é solta. Não
temo a indiferença, temo a ausência de sede.
* Poetisa, contista, cronista e colunista do
Literário
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