Amanhecer
* Por
Conceição Pazzola
Pisei fora do portão
e, naquele momento, a súbita ventania começou a varrer galhos e folhas das
árvores, desmanchando nuvens.
Logo a chuva de vento
varreu o quintal de um canto a outro. Zeus, nosso rottweiler, correu para os
fundos da antiga garagem agora vazia, enroscou-se sobre si mesmo para voltar a
dormir, enquanto o barulhinho de pingos no telhado o embalavam.
Dois passarinhos
cinzentos de papo amarelo pousaram no murinnho da entrada, sacudindo asas e chilreando
felizes com o inesperado banho de chuva logo ao amanhecer.
Olhei o espetáculo da
ventania e da chuva que varria o quintal em todas as direções. Sentei para
apreciar melhor. O dia apenas começava.
*
Poetisa
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