
Para ler e refletir
Caríssimo leitor, boa tarde. Se você gosta, de fato, de ler – e presumo que goste, caso contrário não teria acessado o nosso Literário – certamente não terá do que se queixar da presente edição. Selecionei para você textos longos, é verdade, mas de temas e estilos bem diferentes, para ler, mas, sobretudo, para refletir.
Destaco, sem dúvida, o conto da coluna Clássicos, “O Capote”, de Nicolai Gogol. A Literatura russa, em especial a do período que vai de meados do século XIX até as três primeiras décadas do século XX, é uma das mais importantes do mundo. Produziu, principalmente, exímios contistas, embora haja, também, poetas, romancistas e ensaístas de primeiríssima linha. Mas é no conto que ela ganha maior relevância e universalidade.
No período comunista, o da União Soviética, a literatura local sofreu sensível declínio, tanto de qualidade, quanto de importância, embora tenha, também, expressivos expoentes a ostentar, como Máximo Gorki, Vladimir Maiakowski e Boris Pasternak.
Mesmo reconhecendo os méritos e qualidades desses escritores, aos quais, talvez, se deva acrescentar Alexander Soljenitsin (o qual, particularmente, não aprecio tanto), a Literatura russa nunca mais atingiu o esplendor do período citado. Tentaram fazer dela um instrumento de propaganda ideológica e quem tentou não teve competência suficiente para fazê-lo bem feito.
Gogol é uma espécie de paradigma do gênero conto. “O Capote” é uma das suas produções mais conhecidas no Ocidente e, por extensão, no Brasil. Há cerca de três décadas, ganhou ampla divulgação nacional, ao ser dramatizado num marcante “Caso Especial” da Rede Globo, em que se destacou impecável atuação do ator Juca de Oliveira.
A história foi transposta para o teatro e encenada nos palcos com diversas versões. E sempre com sucesso. Tanto que permaneceu por longo tempo em cartaz. Sempre que se fala de conto russo, a menção a Nicolai Gogol e, notadamente, ao “O Capote” se torna até obrigatória.
Sofri profunda influência desse escritor na minha maneira de narrar histórias. Não se trata, claro, de imitação, pois um contista dessa envergadura e talento, é inimitável e, ademais, minha competência não chega a esse ponto. Trata-se, isso sim, de buscar extrair preciosas lições de humor, perspicácia, picardia e leveza que esse mestre da literatura russa nos legou.
Boa leitura.
O Editor.
Caríssimo leitor, boa tarde. Se você gosta, de fato, de ler – e presumo que goste, caso contrário não teria acessado o nosso Literário – certamente não terá do que se queixar da presente edição. Selecionei para você textos longos, é verdade, mas de temas e estilos bem diferentes, para ler, mas, sobretudo, para refletir.
Destaco, sem dúvida, o conto da coluna Clássicos, “O Capote”, de Nicolai Gogol. A Literatura russa, em especial a do período que vai de meados do século XIX até as três primeiras décadas do século XX, é uma das mais importantes do mundo. Produziu, principalmente, exímios contistas, embora haja, também, poetas, romancistas e ensaístas de primeiríssima linha. Mas é no conto que ela ganha maior relevância e universalidade.
No período comunista, o da União Soviética, a literatura local sofreu sensível declínio, tanto de qualidade, quanto de importância, embora tenha, também, expressivos expoentes a ostentar, como Máximo Gorki, Vladimir Maiakowski e Boris Pasternak.
Mesmo reconhecendo os méritos e qualidades desses escritores, aos quais, talvez, se deva acrescentar Alexander Soljenitsin (o qual, particularmente, não aprecio tanto), a Literatura russa nunca mais atingiu o esplendor do período citado. Tentaram fazer dela um instrumento de propaganda ideológica e quem tentou não teve competência suficiente para fazê-lo bem feito.
Gogol é uma espécie de paradigma do gênero conto. “O Capote” é uma das suas produções mais conhecidas no Ocidente e, por extensão, no Brasil. Há cerca de três décadas, ganhou ampla divulgação nacional, ao ser dramatizado num marcante “Caso Especial” da Rede Globo, em que se destacou impecável atuação do ator Juca de Oliveira.
A história foi transposta para o teatro e encenada nos palcos com diversas versões. E sempre com sucesso. Tanto que permaneceu por longo tempo em cartaz. Sempre que se fala de conto russo, a menção a Nicolai Gogol e, notadamente, ao “O Capote” se torna até obrigatória.
Sofri profunda influência desse escritor na minha maneira de narrar histórias. Não se trata, claro, de imitação, pois um contista dessa envergadura e talento, é inimitável e, ademais, minha competência não chega a esse ponto. Trata-se, isso sim, de buscar extrair preciosas lições de humor, perspicácia, picardia e leveza que esse mestre da literatura russa nos legou.
Boa leitura.
O Editor.

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