quarta-feira, 6 de maio de 2009




Augusto em horizonte circular

* Por Adelaide Peters Lessa

Achei-me intemporal
num campo solitário.
O sol a pino ardeu
no fundo de meus olhos.

Senti a gravidez
da noite ao meio-dia.
Parei de ser e fui
o ritmo de tudo.

Fundiram-se, à escuta,
as flores com as nuvens.
Em mim estava o fulcro
De Amar, verbo redondo.


* Professora universitária e psicóloga

Um comentário:

  1. Beleza! Poema túrgido, prenhe, poderoso. Coisa de mulher em estado de comando e sem estranhar o comando. Parabéns.

    ResponderExcluir