

Aprendendo a viver
* por Evelyne Furtado
Os pensamentos não param, enquanto finjo não ver o tempo passar. Há quase um empate entre a velocidade da mente e a do relógio.
Os dias encolhem e os sonhos concorrem por um lugar na noite. Acordo com um sonho interrompido na ponta da língua ou na varanda da alma.
As palavras brigam dentro de mim, enquanto tento mantê-las em harmonia aqui fora. Daí o enjôo. O embrulho no estômago é o desconforto de um espírito inquieto que busca a sabedoria na paz.
É fácil ceder ao impulso. Difícil é enfrentar as consequências do não pensar antes de agir. Mais difícil ainda é aprender a viver.
Não vale se fechar no castelo. Rapunzel, a mocinha de tranças do conto de fadas, não sobreviveria no século XXI. Ninguém mais usa tranças e os príncipes são espécie em extinção.
Claro que notei uma resquício de ingenuidade na última frase. Batalha quase perdida matar o romantismo em mim.
Deixem-me crer que ainda há cabeças coroadas e bons corações, mesmo que eles não sejam meus pares na dança da vida, fico bem por saber que existem e que farão alguém feliz.
Os ponteiros continuam a competir com meus pensamentos. Inspiro, prendo o ar e expiro devagar. Assim aprendi a controlar a ansiedade.
Preciso aprender mais. Não quero parar nunca o aprendizado, mas tenho que vivenciar uma lição por vez. Agora estou tentando liberar palavras.
* Cronista e poetisa em Natal/RN
* por Evelyne Furtado
Os pensamentos não param, enquanto finjo não ver o tempo passar. Há quase um empate entre a velocidade da mente e a do relógio.
Os dias encolhem e os sonhos concorrem por um lugar na noite. Acordo com um sonho interrompido na ponta da língua ou na varanda da alma.
As palavras brigam dentro de mim, enquanto tento mantê-las em harmonia aqui fora. Daí o enjôo. O embrulho no estômago é o desconforto de um espírito inquieto que busca a sabedoria na paz.
É fácil ceder ao impulso. Difícil é enfrentar as consequências do não pensar antes de agir. Mais difícil ainda é aprender a viver.
Não vale se fechar no castelo. Rapunzel, a mocinha de tranças do conto de fadas, não sobreviveria no século XXI. Ninguém mais usa tranças e os príncipes são espécie em extinção.
Claro que notei uma resquício de ingenuidade na última frase. Batalha quase perdida matar o romantismo em mim.
Deixem-me crer que ainda há cabeças coroadas e bons corações, mesmo que eles não sejam meus pares na dança da vida, fico bem por saber que existem e que farão alguém feliz.
Os ponteiros continuam a competir com meus pensamentos. Inspiro, prendo o ar e expiro devagar. Assim aprendi a controlar a ansiedade.
Preciso aprender mais. Não quero parar nunca o aprendizado, mas tenho que vivenciar uma lição por vez. Agora estou tentando liberar palavras.
* Cronista e poetisa em Natal/RN
Está tentando liberar palavras e está conseguindo, maravilhosamente. Belo, minha amiga.
ResponderExcluirEvelyne, me identifico muito com seus textos! Muito, muito bons! Parabéns! Beijos!
ResponderExcluirVocê já sabe tanto e, ainda assim, continua querendo aprender. Faz bem. A humildade se afeiçoa ao conhecimento, sem desdenhá-lo, sem lhe impor prazos, sem afligi-lo. O mesmo quanto à respiração: quanto maior a tolerância, maior o fôlego. Isso é coisa de quem vai longe. Pois, vá embrulhando o farnel para comer na viagem, fica bem depois daquela curva ali. Devagar e sempre. Devagar e sempre, cara Eve. Parabéns pela linda crônica que exala feminilidade.
ResponderExcluirErrata: Pois, vá embrulhando o farnel para comer na viagem, que o infinito fica bem depois daquela curva ali.
ResponderExcluirBelo texto, Evelyne !
ResponderExcluirO aprendizado é diário.
Como dizia Érico Veríssimo : " A vida começa todos os dias...."
"mesmo que eles não sejam meus pares na dança da vida, fico bem por saber que existem e que farão alguém feliz." Maravilhoso altruismo: entrega o príncipe para a outra, ou alguém mais que não você.Os príncipes existem sim, e podem nos fazer muito felizes. Pena que não é para sempre. Mesmo assim, não necessariamente virarão sapos.
ResponderExcluir"um sonho interrompido na ponta da língua ou na varanda da alma." Outra frase memorável. Adorei!
Obrigada Marcelo, Sayonara, Daniel, Celamar e Mara! Vocês valorizam minhas palavras. Beijos e boa noite, amigos.
ResponderExcluirAprendendo a amar. 20 beijos, Evelyne.
ResponderExcluirNo final tudo acaba bem, e se ainda não está bem, é porque não é o final...Belo texto!
ResponderExcluirBeijos
Bela poesia em roupa de prosa.
ResponderExcluir