Canção
sem explicação
* Por Pedro J. Bondaczuk
Morre
serena no ar
A
canção que compus pra você...
Recordo
sonhos impossíveis
Com
você, perdida ilusão.
Invenção
do meu intelecto?
Ave
errante e fugitiva?
Faço-me
sombra discreta,
Amada,
misteriosa figura.
Recorro
aos astros distantes,
Invento
enredos felizes,
Assumo
minha efemeridade...
Doido
sou! Não sou anjo
Especial
para ser poesia!
Clamo
aos céus, ao acaso,
Acendo
velas no escuro,
Semeio
gestos de amor,
Tremo
ao pensar em você,
Rosa
mística de Sharon,
Orvalho
das frias manhãs!
(Poema composto em São
Caetano do Sul, em 5 de novembro de 1963).
*
Jornalista, radialista e escritor. Trabalhou na Rádio Educadora de
Campinas (atual Bandeirantes Campinas), em 1981 e 1982. Foi editor do
Diário do Povo e do Correio Popular onde, entre outras funções,
foi crítico de arte. Em equipe, ganhou o Prêmio Esso de 1997, no
Correio Popular. Autor dos livros “Por uma nova utopia” (ensaios
políticos) e “Quadros de Natal” (contos), além de “Lance
Fatal” (contos), “Cronos & Narciso” (crônicas),
“Antologia” – maio de 1991 a maio de 1996. Publicações da
Academia Campinense de Letras nº 49 (edição comemorativa do 40º
aniversário), página 74 e “Antologia” – maio de 1996 a maio
de 2001. Publicações da Academia Campinense de Letras nº 53,
página 54. Blog “O Escrevinhador” –
http://pedrobondaczuk.blogspot.com. Twitter:@bondaczuk
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