Espíritos
* Por Alberto de Oliveira
Não irei à sessão de teus espíritos
ouvi-los nas respostas que te dão.
Deixa-me duvidar, como duvido,
sem voltar a alma, sem voltar o ouvido
ao que é verdade ou alucinação.
Deixa-me, como vivo, ir estes últimos
dias vivendo, deixa-me acabar,
pouco me dando de saber se existe
um mundo de fantasmas, ledo ou triste,
póstumo e vago, a remexer no ar.
Se da sobrevivência, ao que ouço, pávido,
há provas, infeliz de mim, de ti,
de todos nós, pois, num terror estranho,
vem-se a saber que a vida é mal tamanho,
que inda com a morte não termina aqui.
* Poeta, professor e farmacêutico, um dosa expoentes do Parnasianismo no Brasil.
sábado, 26 de janeiro de 2013
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