Inventário
* Por
Alberto Cohen
Passar e repassar por corredores
que de tão perto são muito distantes
daqueles outros mágicos instantes
de ter o riso e não temer as dores.
Tentar fazer da mágoa paciência,
dormir e abençoar o esquecimento,
mas de novo acordar para o momento
de ver no espelho a cara da insolvência.
No pequenino mundo que era imenso
o único habitante é o contra-senso
de andar sozinho em meio à multidão.
E no desfile da perenidade
baila o fantasma da passividade
a dizer sim querendo dizer não.
*
Poeta e escritor paraense
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