

Soneto operário
* Por Nei Leandro
Construirei comigo essa canção
de pedra. Pedra a pedra, irei subindo as
quatro colunas do meu canto puro.
De minhas mãos renascem argamassas
novas (suor e cal), na solidão
que as paredes, se erguendo, ensinam. Inda
que tarde, ficarão por terra os muros
de vidro, para que no mundo faça-se
luz igual. Estarei, então, no mesmo
chão dos homens, olhando a mesma estrela.
(Na estrada os trigos brotarão a esmo
em flores amarelas de pão). Mas
me desfaço então o chão e a minha estrela,
recomeço a canção de pedra e paz.
* Poeta
* Por Nei Leandro
Construirei comigo essa canção
de pedra. Pedra a pedra, irei subindo as
quatro colunas do meu canto puro.
De minhas mãos renascem argamassas
novas (suor e cal), na solidão
que as paredes, se erguendo, ensinam. Inda
que tarde, ficarão por terra os muros
de vidro, para que no mundo faça-se
luz igual. Estarei, então, no mesmo
chão dos homens, olhando a mesma estrela.
(Na estrada os trigos brotarão a esmo
em flores amarelas de pão). Mas
me desfaço então o chão e a minha estrela,
recomeço a canção de pedra e paz.
* Poeta
Parabéns, poetastro potiguar, pelo poema tão inspirado quanto elaborado. Trabalho de ourives, ouro de mina, talento maiúsculo!
ResponderExcluirQue Poeta! De arrepiar, Nei! Lindo, forte, maravilhoso.
ResponderExcluirParabéns!
Beijo