segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Pegadas


* Por Núbia Araujo Nonato do Amaral


Fico aqui pensando nas palavras do nosso grande mestre e no privilégio de quem com Ele esteve quando por aqui imprimiu suas pegadas.

Pensei nos apuros de Maria e nos conflitos de seu coração de mãe ao ver o sangue de seu filho. Pensei em Maria Madalena em sua bela casa e no seu rosto sereno pela alegria de deixar tudo e reconquistar-se a cada dia.

Pensei em José que abriu mão das convicções machistas em nome do que estava por vir. Pensei no menino mágico, no menino manso cheio de encantamentos.

Foi quando dei-me conta de uma nuvem de lágrimas em meus olhos. Se lá eu estivesse o negaria? Eu o trairia? Será que eu daria a minha vida por ele?

Suspirei fundo e alto pois Ele já me perdoou. A chance me foi dada e neste momento elevo o meu pensamento para que o passado não me assombre,   para que a coragem me suporte, que o amor seja  âncora e que a fé jamais me desampare.

 * Poetisa, contista, cronista e colunista do Literário


Um comentário:

  1. Vivo a contradição de estar desamparada pela fé e ter atitudes cristãs.

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