Pegadas
* Por
Núbia Araujo Nonato do Amaral
Fico aqui pensando nas
palavras do nosso grande mestre e no privilégio de quem com Ele esteve quando
por aqui imprimiu suas pegadas.
Pensei nos apuros de
Maria e nos conflitos de seu coração de mãe ao ver o sangue de seu filho. Pensei
em Maria Madalena em sua bela casa e no seu rosto sereno pela alegria de deixar
tudo e reconquistar-se a cada dia.
Pensei em José que
abriu mão das convicções machistas em nome do que estava por vir. Pensei no
menino mágico, no menino manso cheio de encantamentos.
Foi quando dei-me
conta de uma nuvem de lágrimas em meus olhos. Se lá eu estivesse o negaria? Eu
o trairia? Será que eu daria a minha vida por ele?
Suspirei fundo e alto
pois Ele já me perdoou. A chance me foi dada e neste momento elevo o meu
pensamento para que o passado não me assombre,
para que a coragem me suporte, que o amor seja âncora e que a fé jamais me desampare.
* Poetisa, contista, cronista e colunista do
Literário
Vivo a contradição de estar desamparada pela fé e ter atitudes cristãs.
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