quinta-feira, 2 de setembro de 2010




Antídoto

Por Péricles Prade

No bebedouro a serpente

com seu beijo envenenava
toda a água corrente
que dele então brotava

Os animais o chamaram

para o líquido sujo beber
E se o Unicórnio invocaram
é porque queriam viver

Ele anula o veneno
ao entrar na fonte impura,
transformando-o a gole pleno
novamente em água pura



· Poeta, contista, ensaísta, crítico literário e de artes plásticas catarinense, autor dos livros “Este interior de serpentes alegres”, “Sereia e castiças”, “Nos limites do fogo”, “Os faróis invisíveis”, “Jaula amorosa”, “Pequeno tratado poético das asas” e “Além dos símbolos”, entre outros.

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