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Clone
* Por Sayonara Lino
Ah, eu quero um clone meu, para gargalhar enquanto conto casos, tomar café forte e filosofar sem receio de ser taxada de lunática. Quero me enxergar como humana, que tem virtudes e defeitos. Preciso me ver bem de perto, confidenciar segredos, aqueles que não conto a ninguém, nem para mim mesma diante de um espelho.
Quero chorar e falar abertamente, ser ainda mais transparente do que sou. Quero incentivo de quem mais me ama, admira e cuida. Vou urrar aos quatro ventos, com duas bocas, em uníssono, que sou feliz com minhas particularidades. Continuarei a sentir pena dessa gente fragmentada, pobre de espírito, que perde um tempo precioso falando de meus tropeços. Pensam que são blindados, invulneráveis. Meu clone e eu bocejaremos ao vê-los assim, com ares de pseudo superioridade.
Viajaremos pelas cidades de Minas, iremos juntos fotografar, leremos livros e trocaremos mil e uma idéias, cuidaremos dos que precisarem, estenderemos as quatro mãos a todos os que nos solicitarem.
Ficaremos de bom e mau-humor, passaremos por dias de sol e tempestades, emprestaremos as roupas um ao outro, pintaremos nossos cabelos brancos com as tintas mais variadas.
Vamos virar noites olhando a lua e contando estrelas, acordaremos embriagados com a beleza do mundo, sentiremos angústia e teremos esperança, dançaremos no meio da rua, estranharemos nossas semelhanças e ficaremos eufóricos com a experiência única de nos identificarmos absolutamente.
Não, não é pedir demais, quero um clone meu, não apenas porque o narcisismo grita, mas para me observar através de um novo ponto de vista, e estar sempre próxima desse outro tão desejado.
* Por Sayonara Lino
Ah, eu quero um clone meu, para gargalhar enquanto conto casos, tomar café forte e filosofar sem receio de ser taxada de lunática. Quero me enxergar como humana, que tem virtudes e defeitos. Preciso me ver bem de perto, confidenciar segredos, aqueles que não conto a ninguém, nem para mim mesma diante de um espelho.
Quero chorar e falar abertamente, ser ainda mais transparente do que sou. Quero incentivo de quem mais me ama, admira e cuida. Vou urrar aos quatro ventos, com duas bocas, em uníssono, que sou feliz com minhas particularidades. Continuarei a sentir pena dessa gente fragmentada, pobre de espírito, que perde um tempo precioso falando de meus tropeços. Pensam que são blindados, invulneráveis. Meu clone e eu bocejaremos ao vê-los assim, com ares de pseudo superioridade.
Viajaremos pelas cidades de Minas, iremos juntos fotografar, leremos livros e trocaremos mil e uma idéias, cuidaremos dos que precisarem, estenderemos as quatro mãos a todos os que nos solicitarem.
Ficaremos de bom e mau-humor, passaremos por dias de sol e tempestades, emprestaremos as roupas um ao outro, pintaremos nossos cabelos brancos com as tintas mais variadas.
Vamos virar noites olhando a lua e contando estrelas, acordaremos embriagados com a beleza do mundo, sentiremos angústia e teremos esperança, dançaremos no meio da rua, estranharemos nossas semelhanças e ficaremos eufóricos com a experiência única de nos identificarmos absolutamente.
Não, não é pedir demais, quero um clone meu, não apenas porque o narcisismo grita, mas para me observar através de um novo ponto de vista, e estar sempre próxima desse outro tão desejado.
* Jornalista, com especialização em Estudos Literários pela Universidade Federal de Juiz de Fora e atualmente finaliza nova especialização em Televisão, Cinema e Mídias Digitais, pela mesma instituição. Colunista do portal www.ubaweb.com/revista.
Seria interessante por alguns momentos
ResponderExcluirter alguém que te escuta nas horas que pede.
Que leia suas poesias, que te ajude a misturar
as cores e que se encanta com uma simples
brisa.
Beijos Sayonara.
Adorei a idéia... também quero!!
ResponderExcluirbeijos
Nubia, obrigada por acompanhar e comentar os textos! Super beijo!
ResponderExcluirMartinha, que bom que gostou da idéia! Beijos!
Eu sempre quis ter filho gêmeo, quando não existia a ideia de clone. Tive por duas vezes colegas de sala gêmeos identicos e ainda hoje sou capaz de reconhecê-los. Essa noção de cara de um "fucim" do outro sempre me empolgou. Você vai além com os seus clones.
ResponderExcluirDestaco: "feliz com minhas particularidades".
Imaginar ter um clone traz uma sensação nova entre o interessante e o estranho. Espero que isso não vingue no mundo real.
Oi, Mara! Obrigada pelo comentário! Desejo um clone apemas em meu imaginário, no mundo real seria estranho demais! Abraço!
ResponderExcluir*apenas
ResponderExcluirOi, Sayonara. Desde que ouvi falar de clone que me empolguei com a ideia; até escrevi um poema sobre isso. Já imaginou um clone que lavasse, cozinhasse, passasse toda a roupa e a gente pudesse ficar só lendo, escrevendo, visitando museus, fazendo cursos de arte?
ResponderExcluirAdorei seu texto. Parabéns!
Oi, Risomar! é vc, né? rss Então, outro dia falei com uma amiga que queria um clone meu, para rir comigo, para nos divertirmos. Depois escrevi a crônica. Acho que seria muito estranho, imagina! Mas fica a mensagem! Muito obrigada, querida! Beijos!
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