Pílulas literárias 208
* Por
Eduardo Oliveira Freire
REVIDE
"Pois é, vejo-a
neste instante no outdoor, parece a deusa da beleza. Mas, conheci o outro lado
de você, frágil e tímida. A gente na escola lhe chamava por vários nomes feios.
Agora, está aí com este sorriso triunfante, principalmente, ao me ver derrotado
pela vida e machucado por ter caído do precipício dos meus sonhos gigantes.
VACA!"
Riu com certa amargura
e se deixou levar pelas obrigações do cotidiano. Assim, enterrava sua inveja
nas profundezas de seu ser.
MADRUGADA DE SEGUNDA
Um som ao longe
denuncia resistência dos que odeiam a segunda-feira. Motos barulhentas cortam
as ruas na maior velocidade. Cachorro late. Roncos do quarto ao lado ecoando
pelo corredor. Uma parte de mim quer dormir e a outra continuar a navegar na
internet. Passos na rua deserta, imaginação à flor da pele. Quem será? Vou à
janela e não vejo nada. Talvez o
solitário que caminha pela madrugada de segunda seja eu...
VERDADEIRA IDENTIDADE
Completamente perdido
olha para chão e só ouve os próprios passos. De repente, encontra uma poça
d’água e vê o reflexo do céu. Então, lembra-se de sua origem. Fica alegre e
triste ao mesmo tempo.
*
Formado em Ciências Sociais, especialização em Jornalismo cultural e aspirante
a escritor - http://cronicas-ideias.blogspot.com.br/
As pílulas acabam sendo reflexões pessoais no seu bom estilo introspectivo, Eduardo.
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