* Por Lêda Selma
Teu peito tão cheio
de maternos recheios
acalenta teu filho
guloso de amor.
E ele se aninha
em teu colo de nácar,
te suga o carinho
e divide contigo
tão silente prazer.
Teu peito tão cheio
de sonhos e alentos
te faz tão gigante
na mística do encontro
em que inteira te dás.
E mesmo se a pressa
do tempo arredio
rondar-te os passos,
cercar-te os olhos
e com tortos desenhos
– disformes, esgarços –
riscar rudes traços
em teu rosto de Vênus,
serás sempre a fada
dos condões de carinho.
E mesmo se as dores
murcharem teu peito
e nesgarem teu riso,
serás sempre a trilha
de sonhos infantes,
o canto da estrela
a encantar os caminhos.
• Poetisa e cronista, licenciada em Letras Vernáculas, imortal da Academia Goiana de Letras, baiana de Urandi, autora de “Das sendas travessia”, “Erro Médico”, “A dor da gente”, “Pois é filho”, “Fuligens do sonho”, “Migrações das Horas”, “Nem te conto”, “À deriva” e “Hum sei não!”, entre outros.
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