Parto
*
Por Núbia Araújo Nonato do Amaral
O
parto de uma poesia é amargo.
A cada palavra encaixada, rimada
ou amarrada, decreta a despedida.
Uma rima lacra o verso e a poesia
rasga o ventre.
O poeta não se refaz, como uma mulher
exigida, concebe mais uma vez.
A cada palavra encaixada, rimada
ou amarrada, decreta a despedida.
Uma rima lacra o verso e a poesia
rasga o ventre.
O poeta não se refaz, como uma mulher
exigida, concebe mais uma vez.
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Poetisa, contista, cronista e colunista do Literário.
Ah, os poetas costumam dizer isso de parir versos e poemas. Outros escritores chamam os livros de filhos. A criação é dolorosa como um parto.
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