Ideia
antiestética
*
Por Pedro J. Bondaczuk
Que ideia
antiestética
faço
quando
passo
com
meu
olhar
baço
fitando
o
traço
feito
no
braço
que
enlaço
com
minha
mão?
Sou
animal
ereto
que
segue
reto,
imbecil
completo,
meio
que
circunspeto
calmo
e quieto,
que
embala
uma
ilusão!
Forma
com
pouca
substância,
mal
reprimo
a
ânsia
de
a toda
a
instância
reprimir
uma
emoção.
Sou
o dito
homem
moderno,
formal,
de gravata
e
terno,
habitante
de
um
inferno,
clímax
da
evolução.
Que
ideia
antiestética
eu
faria,
se
porventura
um
dia,
por
eventual
anomalia,
de
repente
eu
voltasse
à
forma simiesca,
selvagem,
animalesca
do
princípio
dos
tempos,
antes
da extinção?
Se
a decadência
do
processo
evolutivo,
que
no
momento
vivo,
sucedesse
ao
pico,
ao
ápice
da
evolução?
Capricho
da
natureza
ou
princípio
de
loucura?
Onde
está
a
beleza
desta
criatura,
disforme
figura,
passageira
e
obscura
que
não seja
só
a da razão?!
Poema composto em São Caetano
do Sul, em 5 de dezembro de 1963.
*
Jornalista, radialista e escritor. Trabalhou na Rádio Educadora de
Campinas (atual Bandeirantes Campinas), em 1981 e 1982. Foi editor do
Diário do Povo e do Correio Popular onde, entre outras funções,
foi crítico de arte. Em equipe, ganhou o Prêmio Esso de 1997, no
Correio Popular. Autor dos livros “Por uma nova utopia” (ensaios
políticos) e “Quadros de Natal” (contos), além de “Lance
Fatal” (contos), “Cronos & Narciso” (crônicas),
“Antologia” – maio de 1991 a maio de 1996. Publicações da
Academia Campinense de Letras nº 49 (edição comemorativa do 40º
aniversário), página 74 e “Antologia” – maio de 1996 a maio
de 2001. Publicações da Academia Campinense de Letras nº 53,
página 54. Blog “O Escrevinhador” –
http://pedrobondaczuk.blogspot.com. Twitter:@bondaczuk
Nós, os bípedes insuportáveis.
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