A
cidade dorme
*
Por Talis Andrade
Tudo
jaz aparentemente em paz
Não há nenhum indício
uma virgem grite
traspassada por um valete
uma dama chore
as dores do parto
um moribundo lute
contra a insônia e o infarto
na obscuridade do quarto
Em conivente sossego o Recife dorme
os bêbados abandonaram os bares
as prostitutas mandaram embora
os últimos clientes...
Não há nenhum indício
uma virgem grite
traspassada por um valete
uma dama chore
as dores do parto
um moribundo lute
contra a insônia e o infarto
na obscuridade do quarto
Em conivente sossego o Recife dorme
os bêbados abandonaram os bares
as prostitutas mandaram embora
os últimos clientes...
*
Jornalista,
poeta, professor de Jornalismo e Relações Públicas e bacharel em
História. Trabalhou em vários dos grandes jornais do Nordeste, como
a sucursal pernambucana do “Diário da Noite”, “Jornal do
Comércio” (Recife), “Jornal da Semana” (Recife) e “A
República” (Natal). Tem 11 livros publicados, entre os quais o
recém-lançado “Cavalos da Miragem” (Editora Livro Rápido).
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