Ars suprema
* Por
Aloísio de Castro
Este, nos duros mármores polidos,
Dos deuses animou a efígie augusta
E aos monumentos deu a linha justa,
No bronze que memora os tempos idos.
Este no escrínio pôs a arte que ajusta
Paciente as gemas, este aúreos tecidos
Broslou, este da taça os esculpidos
Relevos rebruniu, este venusta
Imagem nos painéis, em obras-primas,
A cores debuxou no molde terso;
Mas este, o sumo artista, este as opimas
Formas lavrou, na inspiração diverso,
E perfeito, elegendo as pulcras rimas,
De pérolas e estrelas fez o verso.
(Rimário, 1926).
*
Professor e poeta.
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