Gim
com abrunho
* Por Seamus
Heaney
O
tempo aberto do junípero
nublado
pelo inverno,
ela
abasteceu o gim de abrunhos
e
selou a garrafa de vidro.
Quando
a desatarrachei
senti
o aroma da agitada
calma
acre de um arbusto
crescendo
na despensa.
Quando
a verti
tinha
um fio cortante
e
ardia
como
a Betelgeuse.
Bebo
a ti
em
turvo-esfumaçado,
negro-azulado
abrunho, amarga
e
confiável.
*
Poeta irlandês, ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 1995.
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