Para sempre Alice
* Por
Núbia Araujo Nonato do Amaral
Título de um filme
estrelado por Julianne Moore, no qual ela interpreta a Dra. Alice Howland, uma
renomada professora de linguistica. Aos poucos, ela começa a esquecer certas
palavras e a se perder pelas ruas de Manhattan. Ela é diagnosticada com
Alzheimer. A doença coloca em prova a força de sua família.
Não vou discorrer
sobre a doença, essa parte o filme faz com brilhantismo. Sobre a interpretação
da atriz? De dar agonia diante da busca por pequenas lembranças. Dar pitacos na
medicina? Quem sou eu!!!!!!!!!!!!
Atrevo-me a falar de
quem convive com esse ser inconstante que ora te acolhe, ora te ignora. Não sou
catedrática no assunto, mas ajudo da maneira que posso, mergulho de olhos
fechados pra não dar brechas ao sofrimento, vibro com cada ferida que fecha,
com a febre que cessa, com os bocejos compridos que denotam o relaxamento
muscular, eles são fortes e por instinto se defendem.
Observo no ambiente
familiar a dedicação de cada um que por força da necessidade do outro abrem mão
de si mesmos. Não condeno quem se acovarda, mas também não perco o meu tempo,
pois essa doença é progressiva, faminta, pontual.
Confesso que nem
sempre me contenho e de vez em quando me escapa uma lágrima que eu rapidamente
disperso.
O tempo dita as
ordens. Levanto-me todas as manhãs, afago quem me pede carinho e sigo, vou
cuidar do meu pai, pois esse título, meu amigo, doença nenhuma há de apagar!
* Poetisa, contista, cronista e colunista do
Literário
Na exata interpretação do "eu sei quem ele é", ou quem ele foi. E por isso a gente faz o impossível.
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